quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Dieta Mediterrânica




A Dieta Mediterrânea traduz um estilo de vida, e não apenas um padrão alimentar, que combina




os quais completam um estilo de vida que a ciência moderna nos convida a adoptar em benefício da nossa saúde, tornando-a um excelente modelo de vida saudável.



A Dieta Mediterrânica tem a sua origem nos países que circundam o mar Mediterrânico ou que dele sofreram influências, como é o caso de Portugal - “mediterrânico por natureza, atlântico por posição”. (Pequito Rebelo em “A Terra Portuguesa” – 1929) 

 Este facto está bem patente no clima – calor e secura no Verão, chuva e frio no Inverno - pouco rigoroso. 


Origem do conceito Dieta Mediterrânica:

Teve origem na década de 50 devido ao Estudo dos Sete Países desenvolvido pelo investigador americano Ancel Keys, o qual constatou uma menor prevalência de doenças coronárias e cardiovasculares na bacia do Mediterrâneo em relação a outros países, nomeadamente do Norte da Europa.



10 Princípios da Dieta Mediterrânica:

•O consumo diário de pão e outros alimentos à base de cereais;
•Consumo de vegetais em abundância: frutas, verduras, legumes e frutos secos;
•Utilização do azeite como principal gordura de adição;
•Consumo moderado de lacticínios;
•A carne vermelha deve ser consumida com moderação;
• Consumir peixe em abundância e ovos com moderação;
• A fruta fresca deve ser a sobremesa habitual. Doces devem ser consumidos ocasionalmente;
•A água é a bebida por excelência do Mediterrâneo. O vinho deve ser consumido moderadamente e apenas às refeições principais;
• A alimentação deve ser complementada com actividade física;
• Os alimentos pouco processados, frescos e locais  são os mais adequados.

A dieta mediterrânica não se resume só a alimentos, baseando-se ainda:
•Nas quantidades ingeridas
•No número de refeições diárias
•No hábito de comer de faca e garfo
•A família mediterrânica é fortemente patriarcal, os seus membros trabalham e consomem em grupo, tendo na sua horta a principal fonte de economia
•Na actividade física realizada
• Na cozinha simples que tem na sua base: as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas


Pirâmide de Alimentação Mediterrânica



A nova pirâmide da Dieta Mediterrânea apresenta na base os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade na alimentação diária, e nas camadas superiores, aqueles que devem ser consumidos com moderação, reservando-se para ocasiões festivas e excepcionais. 
Além disso, contém indicações de carácter cultural e social, intimamente ligadas ao estilo de vida do Mediterrâneo, e reflecte o número de porções aconselhado para a população adulta saudável, devendo ser adaptado às necessidades específicas de crianças, mulheres grávidas e outras condições de saúde.



Benefícios para a saúde:

Ao longo dos anos, os cientistas têm vindo a estudar este padrão alimentar.

Actualmente, são já atribuídos inúmeros benefícios para a saúde, decorrentes da prática de uma alimentação mediterrânica, nomeadamente:


Protecção cardiovascular
Longevidade
Protecção contra diversos cancros
Defesa contra diversas doenças crónicas, tais como o síndrome metabólico, Obesidade e Hipertensão Arterial, Diabetes e Colesterolemia
Prevenção da depressão
Protecção contra a Doença de Alzheimer
Prevenção da Doença de Parkinson
Melhoria da Artrite Reumatóide
Auxílio de uma melhor respiração
Prevenção das malformações fetais



Evidentemente que a Dieta Mediterrânica não possui uma acção benéfica imediata, mas depois de consumida durante anos permite uma excelente situação de parâmetros biológicos.

Não é uma dieta curativa, mas preventiva de um grande número de processos crónicos.



Actualmente...

Gradualmente tem-se vindo a assistir:
- ao abandono dos hábitos alimentares tradicionais nas sociedades mediterrânicas;
- ao desaparecimento dos valores e referências culturais;
- à globalização da disponibilidade alimentar e de consumo, condicionada pela oferta de produtos alimentares industrialmente processados.

- A generalização do dia completo de trabalho induziu o desenvolvimento da restauração e do fast food, o que favorece uma dieta alimentar de estilo anglo-saxónico, em detrimento do mediterrânico
- Desapareceu o hábito de três refeições diárias
Cada vez mais os ambientes colectivos substituem os núcleos familiares
-  A componente social da refeição sofreu profundas alterações, sendo frequentes hoje em dia, por exemplo, os jantares em frente à televisão.

O que tem contribuíndo para a desvalorização do património cultural, das paisagens e dos produtos alimentares locais assim como ao afastamento das raízes rurais mediterrânicas.

Pelo que se torna crucial adoptar hábitos inerentes à Dieta Mediterrânica!



Em suma,

•Alimentação Mediterrânica contribui para uma menor incidência de  doenças cardiovasculares e consequentemente a uma maior longevidade;
• Previne o excesso de peso e a obesidade;
• Pão, legumes, ervas aromáticas, fruta, frutos secos, vinho e azeite fazem parte deste padrão alimentar
• Alimentação Mediterrânica + actividade física = vida saudável!






A Dieta Mediterrânica foi ontem, dia 04-12-2013 considerada Património Imaterial da Humanidade de Portugal!



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