Especiarias


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São condimentos usados desde sempre na história das civilizações. São as partes aromáticas das plantas (sementes, frutos, raízes, flores ou cascas) e servem essencialmente para melhorar a conservação dos alimentos, dar-lhes um sabor e aroma característicos e conferir-lhes algumas propriedades medicinais.
A maioria das especiarias facilitam o processo digestivo e evitam a flatulência, mas também têm propriedades excitantes e irritantes para a mucosa gástrica. Como tal, não devem ser usadas na dieta em grandes quantidades.



Alguns exemplos de especiarias:

Açafrão: utiliza-se para dar cor (amarelo intenso) e sabor a diversos pratos. É antioxidante e anti-inflamatório.


Baunilha: de cor escura, é utilizada em pastelaria e na preparação de licores. É um afrodisíaco e um estimulante digestivo.



Canela: pequenos paus de cor castanha, usados em pastelaria e alguns licores. No mercado é comercializada também moída para pulverizar alguns doces. Tem propriedades digestivas e antioxidantes e ajuda a controlar a pressão sanguínea.



Gengibre: sabor doce e muito aromático, é mais usado para dar aroma a frutas de conserva e guisados.


Malagueta (piri-piri): de cor vermelho intenso e extremamente picante, deve ser usada com moderação.



Mostarda: semente muito pequena branca ou negra, usada geralmente moída, para preparar molhos ou temperar variados pratos. É um antioxidante.

Noz moscada: fruto semelhante à noz de pele dura e estriada. Usada em molhos e no tempero de muitas preparações culinárias. Muito usada para curar problemas hepáticos.



Paprika: espécie de pimentão de origem húngara, com a principal característica de ser muito picante. É muito estimulante e digestiva.



Pimenta: moída ou em grão, a pimenta é das especiarias mais usadas como tempero de uma infinidade de pratos. A pimenta está associada à redução de alguns problemas cardíacos e ao tratamento de dores reumáticas.





Características nutricionais:

As especiarias, por serem usadas em quantidades ínfimas, não contribuem para o valor energético da refeição, nem tão pouco para o seu valor nutricional. Não são fornecedores substanciais de nenhum nutriente em especial, uma vez que a quantidade em que são ingeridas não é significativa. 


- Por conferirem mais sabor às preparações culinárias, levam a que se coma mais e, como tal, são estimulantes do apetite;
- Aumentam as secreções digestivas e, como tal, facilitam a digestão dos alimentos;
- Reduzem a flatulência, ajudando a reduzir os gases intestinais;
- Uma vez que conferem sabores e aromas intensos, permitem reduzir os teores de sal dos alimentos, sendo benéfico para hipertensos e indivíduos com patologia cardíaca ou renal;
- Favorecem a conservação dos alimentos, uma vez que alguns destes condimentos apresentam propriedades anti-fúngica.

No entanto, há que ter algumas precauções, uma vez que:
- Podem irritar a mucosa gástrica (as especiarias mais picantes como a malagueta e a pimenta), favorecendo algumas patologias como gastroenterites e promovendo o agravamento de úlceras gástricas;
- Algumas especiarias apresentam potencial alergénio, quer pela inalação dos pós, quer pelo contacto com a pele, quer pela própria ingestão;
- Ocultam a deterioração de alguns alimentos, uma vez que “mascaram” o seu sabor original.


Como comprar e conservar:


Devem-se comprar inteiras, reduzindo-se a pó apenas na altura de serem utilizadas. 

Apesar de ser possível encontrar especiarias frescas, as embaladas têm uma maior capacidade de conservação. 

Depois de abertas, as embalagens devem manter-se bem fechadas, para não absorverem humidade, e devem ser guardadas em local seco e protegido da luz, já que esta pode alterar o seu sabor.